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Pacote de benefícios lançado pelo Governo Federal é aprovado

Segunda, 17 Dezembro, 2012


 pacote de benefícios destinado à construção civil, lançado pelo Governo Federal, repercutiu positivamente no Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande (Sinduscon).
Fonte: Jornal Agora 
       

O pacote de benefícios destinado à construção civil, lançado pelo Governo Federal, para reagir ao Produto Interno Bruto (PIB) fraco, verificado no terceiro trimestre do ano, repercutiu positivamente no Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande (Sinduscon). Com a medida, o setor teve atendido um pedido antigo, referente à desoneração da folha de pessoal.

Foi trocada a contribuição de 20% sobre os salários pelo recolhimento de 2% em cima do faturamento. A construção ganhou, ainda, uma linha de crédito especial de R$ 2 bilhões, a juros de 0,94% ao mês, e a redução de 6% para 4% da alíquota unificada do Imposto de Renda, da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), do PIS e da Cofins. Já a cobrança unificada de 1%, que antes beneficiava apenas imóveis de até R$ 85 mil, foi estendida para unidades de até R$ 100 mil. Essas medidas implicam em uma renúncia fiscal de R$ 3,3 bilhões.

 

O presidente do Sinduscon Rio Grande, Hugo Santana, considerou a decisão positiva. "No momento em que há incentivo, impedem que haja uma retração setorial”, observa ele, que comemora: "Toda a cadeia produtiva será beneficiada. A desoneração da folha e a redução dos custos de energia são bandeiras que as federações e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representam os sindicatos, sempre defenderam. As grandes tributações inviabilizam que as empresas invistam mais. Ajudam a descapitalizar as empresas. Quando uma iniciativa como essa é dada, significa o atendimento do governo aos anseios do setor produtivo e quando ele faz isso é porque está preocupado com o baixo crescimento e a falta de reinvestimento da indústria, que vem muito em consequência da descapitalização”.
 

Santana diz que "o governo vai ganhar mais se a indústria reinvestir seu capital, fazer circular seu dinheiro. O PIB está fraco, porque as empresas estão sufocadas e houve uma paralisação da economia e da indústria como um todo”.

Especificamente com relação à construção civil, o empresário entende que: "houve uma compreensão de que nosso setor é um dos principais empregadores de mão de obra. Se fala que 17% do PIB circula na cadeia produtiva da construção. No momento em que o governo cria incentivos para nosso setor, cria o aquecimento de toda a cadeia e isso dará impacto direto no crescimento do PIB”. Outro fator apontado por ele, para justificar as medidas do governo foi o seguinte: "Quando começa a haver o desaquecimento da economia o primeiro setor sacrificado é o da construção civil, mas quando há retomada da economia nosso setor é também o primeiro a ser chamado”.

Preocupação com o mínimo regional

Hugo Santana também demonstra preocupação com o salário mínimo regional. Para ele, este salário "tem impacto no setor produtivo e na própria competitividade da indústria gaúcha. Talvez gere muitos pontos para os deputados estaduais criarem salários regionais com índices superiores aos da inflação. No entanto, eles fazem com que disparem os custos produtivos da indústria gaúcha, diminuindo a competitividade dela com relação aos produtos de outros estados. Em função disso, o Sinduscon está preocupado com as definições que ocorrerão nos próximos dias na Assembleia Legislativa sobre os novos pisos a serem estabelecidos”.

Segundo o presidente do Sinduscon, "a Fiergs deverá promover um encontro de seus representantes com alguns deputados para que eles entendam o outro lado da moeda, que não é simplesmente definir valores sem entender a real responsabilidade daquilo que está sendo definido”.





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